Seis unidades industriais iniciam construção de roadmaps ainda em 2026 

SENAI e GIZ, por meio do Programa Induz — Inovação para Descarbonização Profunda de Indústrias de Aço e Cimento, divulgam o resultado da chamada pública lançada em agosto para a elaboração gratuita de roadmaps tecnológicos de descarbonização. Ao todo, 19 unidades de produção dos setores de aço e cimento foram inicialmente selecionadas em todo o país. 

O programa é executado pelo consórcio formado por GIZ, SENAI, EMBRAPII e UNIDO, com financiamento da Iniciativa Internacional de Proteção Climática (IKI) do Governo Federal Alemão, coordenação da GIZ e apoio do SENAI, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 

Foto: Vera

Seis unidades já começam em 2026 

Conforme previsto no edital, seis unidades foram priorizadas para dar início aos trabalhos ainda este ano, com base na maior pontuação na avaliação, na disponibilidade de vagas entre as diferentes regiões do país e no equilíbrio entre os setores: 

  • ArcelorMittal Brasil S.A.– Juiz de Fora/Minas Gerais 
  • Ciplan Cimento Planalto S.A. – Sobradinho/Distrito Federal 
  • CSN Cimentos Brasil S.A. – Barroso/Minas Gerais 
  • CSN Cimentos Brasil S.A. – Caaporã/Paraíba 
  • Electro Aço Altona S.A. – Blumenau/Santa Catarina 
  • Siderúrgica Norte Brasil S.A. – Marabá/Pará 

O início do atendimento a essas unidades está condicionado à assinatura do Termo de Confidencialidade (NDA) pelas empresas selecionadas, bem como à ausência de restrições que possam comprometer a execução técnica do projeto. A lista de unidades produtivas a serem atendidas em 2026 poderá ser ajustada conforme a disponibilidade e o cumprimento dos requisitos por parte das empresas. 

Outras unidades já foram habilitadas 

Além das seis primeiras, outras 13 unidades de produção também foram habilitadas na chamada pública e poderão receber o roadmap de descarbonização a partir do primeiro trimestre de 2027: 

  • ArcelorMittal Brasil S.A. – João Monlevade/Minas Gerais 
  • Companhia Industrial de Cimento Apodi – Quixeré/Ceará 
  • Companhia Industrial de Cimento Apodi – Pecém/Ceará 
  • Biovalor Ltda – Fortaleza/Ceará 
  • CSN Usina Presidente Vargas – Volta Redonda/Rio de Janeiro 
  • CSN Cimentos Brasil S.A. – Arcos/Minas Gerais 
  • CSN Cimentos Brasil S.A. – Cantagalo/Rio de Janeiro 
  • CSN Cimentos Brasil S.A. – Montes Claros/Minas Gerais 
  • CSN Cimentos Brasil S.A. – Pedro Leopoldo/Minas Gerais 
  • CSN Cimentos Brasil S.A. – Volta Redonda/Rio de Janeiro 
  • Elizabeth Cimentos S.A. – Alhandra/Paraíba 
  • Polimix Concreto Ltda – Baraúnas/Rio Grande do Norte 
  • Vamtec Vitória Ltda – Serra/Espírito Santo 

Dependendo das evoluções dos roadmaps de descarbonização nas unidades produtivas selecionas e habilitadas, SENAI e GIZ poderão, no futuro, organizar chamadas adicionais para apoiar mais unidades. 

Foto: Bilanol

O que vem pela frente 

Com o apoio de especialistas do programa, workshops práticos, visitas às plantas e modelagem de processos, cada unidade selecionada receberá um roadmap de descarbonização com planejamento tecnológico de curto e médio prazo, estimativas de investimento (CAPEX e OPEX) e orientações regionalizadas sobre as tecnologias de baixo carbono mais adequadas à sua realidade produtiva — como eletrificação, substituição de combustíveis, hidrogênio verde, matérias-primas alternativas, economia circular ou captura de carbono. 

Em um cenário onde o progresso em direção à descarbonização já é um requisito cada vez mais esperado pelos compradores de produtos industriais, e onde mecanismos de precificação de carbono estão cada vez mais próximos, a elaboração de roadmaps de descarbonização assume um papel estratégico para o setor industrial. Além de fortalecer a competitividade futura das empresas, essa iniciativa reforça o compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade corporativa, alinhando-se às expectativas de acionistas, consumidores e das próximas gerações. 

Ao antecipar a transição para uma produção de baixo carbono, as indústrias de aço e cimento não apenas se preparam para os desafios regulatórios, mas também posicionam o Brasil como um polo industrial inovador e resiliente, capaz de atender às exigências de um mercado que valoriza práticas ambientalmente responsáveis.